Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento.
* Clarice Lispector
Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento.
* Clarice Lispector
Depois de esgotar meu estoque de lágrimas com Dear John e finalmente terminar o Minha Vida na França, que já completava 7 meses sobre o criado-mudo, saí em busca dos meus livros não terminados ou não lidos.
Um livro bobinho demais, alguns sérios em demasia e um outro que me deu pesadelos. Eis que desanimada da empreitada pela minha estante, encontrei esta dica no blog da Michelle.

Pronto: não poderia ter feito escolha melhor! O livro é tão gracioso, que o li num fôlego só.
As crianças eram um completo mistério, seres de alta periculosidade, um conjunto de risadas e lágrimas alternadas, nervos e energia à flor da pele, perguntas sem fim e exaustão absoluta.
* Extraído de Kafka e a boneca viajante (JORDI SIERRA I FABRA).
A unanimidade comporta uma parcela de entusiasmo, uma de conveniência e uma de desinformação (Carlos Drummond de Andrade).
Eu tenho pressa, eu tenho pressa, ai ai meu deus! Alô e adeus! É tarde, é tarde, é tarde.
* Coelho Branco, em Alice no país das maravilhas.
Encontrei hoje em ruas, separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado. Cada um me contou a narrativa de por que se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou as suas razões. Ambos tinham razão. Ambos tinham toda a razão. Não era que um via uma coisa e outro outra, ou um via um lado das coisas e outro um lado diferente. Não: cada um via as coisas exatamente como se haviam passado, cada um as via com um critério idêntico ao do outro. Mas cada um via uma coisa diferente, e cada um portanto, tinha razão.
Fiquei confuso desta dupla existência da verdade.
* Fernando Pessoa