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Imagem: Hello Jenuine

Porque eu adoro prints na mesma proporção que o marido odeia furos na parede.

Porque minhas paredes continuam nuas, com exceção de um quadro que eu bordei há anos e agora enfeita o corredor.

Porque felizmente existe fita dupla face para solucionar o meu problema ( e o do marido!), e enquanto minha inspiração para fazer não volta (e minha paciência com as conversas habituais também não), eu me ocupo colecionando imagens, ideias e pensamentos vagos.

Para as mães de meninas, uma dica mais do que delicada. Da Jennifer, do blog JC Handmade.

E aqui um texto ótimo, de um blog que eu adoro.

Embora eu costume brincar que o Joaquim é uma pessoa canina e tratá-lo com todo o carinho do mundo, ainda tenho a capacidade de me espantar ao perceber que o mercado “pet” está em plena expansão. Parece-me, inclusive, que a publicidade canina vai pelo mesmo caminho da publicidade infantil, criando “necessidades” absolutamente desnecessárias.

Que nossos amigos precisam e merecem ser bem tratados eu não questiono, o problema está na humanização excessiva dos nossos companheiros, nas expectativas exageradas, na grande roubada que nos pregam a todo momento de que para ser feliz é preciso ter.

Agora para “ser um pet fashion” é preciso ter coleira de brilhantes da marca XYZ, carrinho de bebê pet (!), fronha, lençol e todo o resto do jogo de cama.

É preciso ir ao salão, pintar o pelo, as unhas, fazer terapia, comer bala, bombom e chocolate (não falei da humanização?).

Observando essa tendência, não consigo deixar de pensar no tanto que regredimos a cada dia em nossas relações.  Achamos que um petisco substitui um afago, que um super brinquedo substitiu a atenção. E às vezes, quando finalmente percebemos que os bons momentos não têm preço, não dá mais para voltar atrás.

E  pensar que ainda nem falei das crianças…

Este trecho de Minha Vida na França (sim, este livro ainda está na cabeceira):

Não acredito que se deva ficar pedindo desculpas e dando explicações sobre a comida feita. Quando a anfitriã de alguém começa a se autodepreciar, dizendo coisas como “Ai, eu não sei cozinhar…”, ou “coitadinha de mim…” ou “Isso deve estar horrível…”, é uma chatice se sentir na obrigação de tranquilizá-la dizendo que está tudo bem, uma gostosura, quando não está. Além do mais, essas admissões só atraem a atenção para as falhas cometidas (ou imaginadas) pela pessoa, e fazer o convidado pensar : ” É, tem razão, essa comida está mesmo um horror! Quem sabe o gato não caiu no cozido… ou a alface estava congelada, ou o bolo ficou encruado… eh bien, tant pis!*

*Que se há de fazer, é uma pena! (NT).

Aliás, acredito que este conselho seja válido para várias situações. Para um texto que não foi tão bem escrito quanto gostaríamos, uma explicação que não foi bem dada, uma situação que não foi tão bem esclarecida, ou até mesmo para o patchwork que não saiu tão perfeito quanto o desejado.

Uma conhecida de uns dos grupos dos quais já participei costumava dizer “não dá para ver a um metro de distância? Então não se preocupe, não é um erro de fato”.

Eu sou daquelas pessoas bem teimosas que quando põem alguma coisa na cabeça não há solução. Eu já tinha comprado a balança e a batedeira, mas ainda não tinha encontrado de jeito nenhum as grades para biscoito. Quer dizer, até encontrei, numa loja no RJ que só aceita pedido mínimo de R$200 (que loja virtual faz isso hoje em dia, hein?). Portanto, quando recebi o aviso de que as grades estavam de volta às prateleiras desta loja, não hesitei e encomendei duas.

Vejam bem, eu poderia ter improvisado uma grade qualquer se não fosse tão detalhista e metódica. Isso me lembrou, inclusive, que nos idos de 2004, quando patchwork parecia algo inalcançável , uma amiga disse que para começar a me aventurar com tecidos eu precisaria somente de uma boa tesoura e os moldes poderia fazer de papelão. Não querendo desfazer do conselho desta amiga querida que foi otimista e quis me incentivar, mas se você quiser realmente aprender patchwork, providencie sim uma boa tesoura para cortar tecidos, mas por favor: acrescente o trio(placa + régua + cortador). Os moldes de papelão funcionam num primeiro momento, mas imagine fazer uma colcha king size com eles…
É o caso dos apetrechos culinários:  não dá para usar faca depois de conhecer um descascador de legumes =D

Para quem está começando no patchwork agora e já se assustou com o preço dos materiais, uma dica preciosa: NUNCA, em hipótese alguma deixe sua placa pegar sol. Quando comprei meu primeiro trio recebi esta recomendação da minha professora, e esqueci de avisar minha mãe… adivinhem o que aconteceu?