Archives for the month of: August, 2009

Estava ouvindo um podcast em inglês hoje de manhã, e no meio do programa eles saíram às ruas de Londres perguntando a quem passava: O que você prefere? O filme ou o livro?
Não gosto de fazer comparações de gênero, mas só “entre nós”: posso falar o que percebi?
100% das mulheres entrevistadas preferiam o livro e 100% dos homens gostavam mais dos filmes.
Será biológico? As mulheres citavam que o livro é mais interessante porque nos permite imaginar, criar, gostar de um personagem sem associá-lo ao Brad Pitt, etc… enquanto os homens justificam a preferência por filmes justamente pelo motivo oposto!
E vocês, o que preferem?

* Eu prefiro os livros :)

Ontem  à noite estava conversando com o marido sobre este comercial, contando que o vídeo retrata eu e o Joaquim em semanas de prova (trocando a TV pelo computador), quando ele vira para mim:

- Cuidado, porque na 2a. parte o cachorrinho faz a mala e vai embora.

Preciso dizer mais alguma coisa?

“Não existe neutralidade. Uma vez que você escolhe estar aqui, deixa de ser neutro”*.

* Numa oficina sobre o significado do brincar na psicoterapia, hoje de manhã.
** Tem a ver com minha opinião sobre livre arbítrio também, mas um dia que sabe eu escreva mais sobre isso.
A semana começou cheia de obrigações, e entre uma coisa e outra aproveito para bordar.
E ler. Estou lendo um livro excelente.
O homem tornou-se um super-homem… Mas super-homem com poderes sobre-humanos que não atingiu o nível de razão super-humana. Na medida em que aumentam seus poderes, ele se torna um homem cada vez mais pobre… Impõe-se sacudir nossa consciência ao fato de que nos tornamos tanto mais desumanos quanto mais nos convertemos em super-homens.
* Extraído de Ter ou ser? Erich Fromm.

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
* Fernando Pessoa