Archives for the month of: July, 2009

Ao contrário da maioria dos meus tecidos importados que são comprados quando tenho algum projeto em mente, este tecido de maçã e letrinhas (Kokka fabrics) foi comprado sem nenhum motivo no começo do ano, quando tive um surto consumista de tecidos japoneses.
E ficou paradinho, até que comprei o molde da almofada de leitura( Montessori by hand) e os dois pareceram feitos um para o outro ;)

Já perceberam como nós mulheres somos acompanhadas de contradições?

Você cresce ouvindo que precisa ser independente, ter carreira e blábláblá, mas no momento em que diz que não gosta de cozinhar, que prefere fazer outra coisa a limpar a casa, ou mesmo que ainda é cedo para ter filhos te olham – e julgam- como se você fosse um ser verde vindo de outro planeta!

Funciona mais ou menos assim:
Se você estuda e não casa = ET.
Se você casa e não tem filhos ainda = ET.
Se você tem filhos mas ainda quer trabalhar = ET, ET, ET.
Se você não quer filhos = mais do que um ET, já que o sonho de TODAS as mulheres é ser mãe.
Se você tem filhos e diz que vai dar um tempo na carreira para se dedicar à criança = ET, ET, ET e ET.
Se você trabalha, estuda, tem filho e empregada = Um absurdo! ET, ET e ET!!!!
Se tiver babá então… = Um ET sem “coração”!

E não entrei no mérito do parto, da amamentação, das maquiagens, do corpo e do bom-humor! Sim, porque “mulher que é mulher” precisa ser tudo isso e mais um pouco. Tem que trabalhar, estudar, dirigir,  saber das novidades, ter a casa impecável, cuidar das crianças, do corpo (praticamente uma Miss!), estar sempre de humor, bem vestida e pronta para o que der e vier!

E quem não consegue, faz o quê? Senta e chora?

Eu sou perfeccionista, assumo. Depois de muito tempo me cobrando excessivamente sabe o que aprendi a fazer? Me ouvir, atentar às minhas necessidades, cuidar de mim. Como disse a minha psicóloga uma vez, de forma bem humorada: “É preciso largar o osso”.
Quem disse que precisamos ser boas em TUDO? Aliás, quem disse que precisamos fazer tudo?

Da próxima vez que alguém fizer cara de espanto porque você não gosta de cozinhar*, respire fundo e com um sorriso sincero responda: “Não é que eu não gosto de cozinhar*, é que eu tenho outras prioridades ;) ”.

*troque pela atividade que você detesta.

Não é o bastante ver que um jardim é bonito sem ter que acreditar também que há fadas escondidas nele?

*Douglas Adams

Meus projetos de patchwork tem surgido de uma forma engraçada.
Quando comprei os tecidos para esta bolsa, imaginei o poá verde (Amy Butler) como forro, mas ao recebê-lo lembrei imediatamente de um projeto(Hop, Skip & a Jump) que eu tinha marcado no livro da Denyse Schmidt, e deste tecido de passarinhos (Starling White- Alexander Henry).

Já fazia um tempo que eu queria fazer um lap quilt para mim- pequeno e fácil de carregar, que não arrastasse no chão, mas que cobrisse minhas pernas enquanto estudo em casa-  então uni o útil ao agradável.

A parte mais complicada do projeto foi aumentar os moldes. Não sei se acontece com vocês, mas por aqui é difícil encontrar quem saiba/ consiga ampliar os moldes como eu quero/preciso. Quem me socorreu foi o marido, que digitalizou o molde original, ampliou e imprimiu os moldes no tamanho certo.
Fiz o forro de soft branco e uni as três camadas com os famosos nozinhos (Hand- tying).

Para o viés usei três cores do tecido de maçãs (Farmers Market- Sandi Henderson).
Meu lap quilt ficou com 80x110cm e cores bem primaveris!

*SEMPRE lavo todos os tecidos antes de costurá-los, mas desta vez deixei para lavar o soft no final. Não foi com esta intenção, mas me lembrou uma dica do livro Bend-the-rules sewing, em que a autora sugere lavar o quilt depois de pronto para ficar com um aspecto usado.

Outro dia li a entrevista de uma cachorrinha aqui e adorei a ideia! Como o Joca fez 1 ano no começo do mês (dia 02), achei uma boa oportunidade de “entrevistá-lo” também =)

*Fale um pouco de você e da sua “infância”.
Joaquim: Eu sou um lhasa-apso mas geralmente me confundem com shih-tzu. As pessoas também vivem achando que só porque sou peludo sou menina, afff.  Tenho 3 irmãos (2 meninas e 1 menino), mas perdemos contato depois da mudança. Meu pai é um lhasa-apso bege namorador, e minha mãe é preta e branca como eu..ou melhor, eu sou a cara dela! Além de Joaquim, também sou chamado de Joca e/ou Joqui.

*E como foi seu período de adaptação, foi difícil?
Joaquim: Ahhh, isso eu só lembro porque me contam! Tinha 30 dias quando vim para nossa casa, era um filhotinho..não sabia de nada!  Minha mãe humana conta que chorei direto por quase um mês e ela chegou a pensar que seríamos expulsos do prédio :P
Depois disso fui me tornando cada dia mais confiante e independente, e ela até esqueceu das noites em claro que passou comigo!

*Como são seus dias? O que você mais gosta de fazer?

Joaquim: Geralmente meus dias começam cedo com uma bela espreguiçada e um cafuné de bom-dia. Alterno o tempo livre dormindo e brincando, e quando meus pais estão em casa apronto todas! Minha brincadeira preferida é “pano” de guerra. Também gosto de roubar roupas sujas no cesto da lavanderia e adoro comer bolachinha integral.
Gosto de passear, mas não sempre. Quando fico cansado, já vou logo pedindo colo!

Sempre que posso aproveito para tirar uma soneca no sofá depois do almoço. ADORO receber visitas, acho o máximo todo mundo que vem aqui em casa brincar comigo.  Levo meu cobertor e brinquedos e não deixo ninguém fazer mais nada.

*E as coisas que você não gosta?
Joaquim: Toda semana eu vou na clínica tomar banho. Eu até gosto das tias da clínica, mas acho que poderia passar muito bem sem o banho! Não fico nem um pouco à vontade de gravata, e também não suporto aspirador de pó…  não sei como vocês aguentam uma coisa tão barulhenta!
Não gosto muito de colo, detesto ficar parado e não tenho muita paciência com cachorros!

*Agora que você está um mocinho quais são os planos?
Joaquim: Bom, eu gosto muito da vida que levo e espero ser filho único por MUITO tempo. Se não tiver escolha, já vou avisando que na minha caminha não tem espaço para mais ninguém!

* Mais fotos do peludo aqui.