Já perceberam como nós mulheres somos acompanhadas de contradições?
Você cresce ouvindo que precisa ser independente, ter carreira e blábláblá, mas no momento em que diz que não gosta de cozinhar, que prefere fazer outra coisa a limpar a casa, ou mesmo que ainda é cedo para ter filhos te olham – e julgam- como se você fosse um ser verde vindo de outro planeta!
Funciona mais ou menos assim:
Se você estuda e não casa = ET.
Se você casa e não tem filhos ainda = ET.
Se você tem filhos mas ainda quer trabalhar = ET, ET, ET.
Se você não quer filhos = mais do que um ET, já que o sonho de TODAS as mulheres é ser mãe.
Se você tem filhos e diz que vai dar um tempo na carreira para se dedicar à criança = ET, ET, ET e ET.
Se você trabalha, estuda, tem filho e empregada = Um absurdo! ET, ET e ET!!!!
Se tiver babá então… = Um ET sem “coração”!
E não entrei no mérito do parto, da amamentação, das maquiagens, do corpo e do bom-humor! Sim, porque “mulher que é mulher” precisa ser tudo isso e mais um pouco. Tem que trabalhar, estudar, dirigir, saber das novidades, ter a casa impecável, cuidar das crianças, do corpo (praticamente uma Miss!), estar sempre de humor, bem vestida e pronta para o que der e vier!
E quem não consegue, faz o quê? Senta e chora?
Eu sou perfeccionista, assumo. Depois de muito tempo me cobrando excessivamente sabe o que aprendi a fazer? Me ouvir, atentar às minhas necessidades, cuidar de mim. Como disse a minha psicóloga uma vez, de forma bem humorada: “É preciso largar o osso”.
Quem disse que precisamos ser boas em TUDO? Aliás, quem disse que precisamos fazer tudo?
Da próxima vez que alguém fizer cara de espanto porque você não gosta de cozinhar*, respire fundo e com um sorriso sincero responda: “Não é que eu não gosto de cozinhar*, é que eu tenho outras prioridades
”.
*troque pela atividade que você detesta.